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PEC dos Precatórios não é para favorecer os mais pobres, mas para reeleger Bolsonaro e comprar parlamentares, diz Erika Kokay

10/11/2021
Antônio Augusto/Câmara dos Deputados
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A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) repetiu voto não à PEC dos Precatórios, conhecida como PEC do Calote, na votação em 2º turno, realizada nesta terça-feira (9), na Câmara Federal. A parlamentar denunciou em diversos momentos da discussão da matéria o caráter cruel e mentiroso da proposta, vendida como fundamental para garantir o Auxílio Brasil de R$ 400, mas que, na verdade, tem o objetivo principal de criar espaço fiscal bilionário para o governo Bolsonaro se reeleger e reeleger parlamentares da base do governo no chamado “orçamento secreto”.

“É preciso dizer ‘não’ também a uma discussão que tenta se impor dizendo que isso é para favorecer a população mais pobre. Isso é uma verdadeira mentira! Essa proposta vai possibilitar uma folga orçamentária que é mais do dobro do que seria necessário para um aumento, um eventual aumento, de um auxílio. Portanto, aqui o que está se discutindo e se votando é ter folga orçamentária para comprar Parlamentares em um negócio que desonra esta Casa”, denunciou.
A deputada lembrou que o Auxílio Brasil é meramente eleitoreiro e vai pôr fim ao Auxílio Emergencial e ao Bolsa Família.
“Aqui há um interesse imediato e clandestino inclusive, porque os parlamentares não têm coragem de assumir, mas está explícito que lutam para terem acesso ao orçamento clandestino e trocam ou acabam com o Bolsa Família por um auxílio que vai durar até o final do ano. É um escândalo o que está acontecendo nesta Casa. É corrupção pura”, criticou.

“Nós defendemos um auxílio emergencial de 600 reais, e aqui está destruindo-se um programa social e trocando por um auxílio de 1 ano. Não é substituição de um programa social por outro programa social, é a destruição de um programa social para que se coloque um auxílio que vai findar depois das eleições do ano que vem. E se faz isso, impedindo as pessoas de receberem o seu direito líquido e certo para arrecadar um valor que é o dobro do que seria esse auxílio. Portanto, é para o “orçamento secreto””, completou Kokay.

Erika disse que a oposição e o parlamento ajudaram a construir o Auxílio Emergencial sem a necessidade de um calote. A parlamentar afirmou que o Auxílio Brasil vai deixar mais de 22 milhões de brasileiros e brasileiras sem nenhuma renda.

“Nós temos a experiência, sem dar calote algum ou sem criar espaços para pagar o orçamento clandestino, de ter conseguido pagar um auxílio emergencial. Nós conseguimos fazer uma série de medidas fundamentais para que a população pudesse resistir ao que é o caráter genocida do Governo Bolsonaro. Essa proposição e esse Governo estão jogando para sem renda nenhuma 22 milhões de brasileiros e brasileiras que hoje ganham o auxílio emergencial que atinge 40 milhões de pessoas, inclusive os beneficiários do Bolsa Família. 22 milhões de brasileiros e brasileiras ficarão sem nenhuma renda”.
“Nós temos aqui uma proposta que vai dar para o Governo quase R$ 100 bilhões, mas o aumento é por 1 ano, por isso não é troca de benefícios sociais. Nós temos um programa social, que é o Bolsa Família, que está sendo extinto, como está sendo extinto o auxílio emergencial, e vai ter um aumento até o final do ano que vem. É muito cinismo! É muito cinismo!”, finalizou.

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