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Integração solidária da América Latina já é realidade

27/1/2006
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O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, enumerou as iniciativas de integração atuais na área de infra-estrutura. Para ele, durante muito tempo a integração não tinha concretude porque faltavam estradas, pontes, portos e até linhas aéreas para promover o efetivo contato entre os países. Nova etapa para essa integração se dará com a criação de um Banco do Sul, entre outras iniciativas de coordenação financeira, segundo ele.

O presidente da Assembléia do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón, lembrou, como iniciativas de integração solidária, as parcerias de seu país com Venezuela para promover a erradicação do analfabetismo na Venezuela e realizar as Missões Milagro, em que médicos cubanos operam gratuitamente pessoas carentes com problema de cegueira. Segundo Alarcón, foram alfabetizadas 1,5 milhão de pessoas na Venezuela e realizadas 150 mil operações oftalmológicas.

Para o almirante Cabrera Aguirre, da Frente Cívico Militar Bolivariana da Venezuela, os países da região precisam promover a união da população em torno da defesa do território, fazendo com que civis e militares cooperem. Ele deu o exemplo de seu país, onde a frente de que participa está incorporando à reserva 1,6 mil médicos e também criando as chamadas “guardas territoriais”, em que cidadãos civis cooperam com as tarefas de defesa.

Secretário-geral do Parlamento Latino-Americano, o venezuelano Rafael Correa Flores falou sobre iniciativas que vêm sendo discutidos nessa assembléia, como o projeto de uma Constituição Latino-Americana e a Carta Social Interamericana, que, segundo ele, está sendo negociada na Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele também defendeu a discussão de uma agenda hemisférica de segurança regional.

A conferência “Integração Solidária: Caminhos para o Desenvolvimento da América Latina” foi promovida pelo Instituto Mauricio Grabois, pela Fundação Perseu Abramo e pela Frente Cívico Militar Bolivariana da Venezuela.

Spensy Pimentel/ Agência Brasil

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