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Erika Kokay vota contra homeschooling e defende educação pública para socialização e aprendizado das crianças

19/5/2022
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O Plenário da Câmara Federal aprovou, na quarta-feira (18), o projeto de lei (PL 2401/19), que regulamenta a prática da educação domiciliar (homeschooling) no Brasil. A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) votou contra a proposta e criticou o modelo defendido por bolsonaristas para atacar professores e a educação pública e laica no Brasil. 

Erika defendeu que o tema fosse discutido a partir do que está garantido na Constituição e na legislação brasileira, as quais conferem direitos às crianças. “A criança é prioridade absoluta, a única prioridade absoluta, na nossa Constituição. O direito da criança a uma socialização, o direito da criança a um espaço onde ela possa lidar com o outro, onde ela possa lidar com as diferenças, é absolutamente fundamental. O direito dos pais não pode sobrepassar ou suplantar o direito das crianças”, disse.

A parlamentar defendeu a socialização como fundamental para o educar. “É com o outro, coletivamente, que vamos construindo as condições para que essas inteligências sejam potencializadas. Tirar da criança o direito de estar coletivamente lidando com as diferenças é tirar dela o direito de aprender a perder e também de aprender a vencer. Isolar a criança do convívio com outras crianças impacta inclusive no desenvolvimento cognitivo, porque é a partir do questionamento que há dentro de uma escola, do estranhamento das ideias que se constroem conhecimentos”, explicou. 

Segundo Kokay, o espaço da escola é para lidar com outras crianças, crianças com deficiência, crianças que vêm de forma diferente, com diversidade. “A diversidade é fundamental para que possamos adquirir o desenvolvimento humano. Todos os estudos pontuam que as crianças que frequentam creches, por exemplo, crescem na socialização, crescem no respeito ao outro, crescem inclusive no questionamento, na consciência crítica, numa etapa da vida que as crianças têm, que é a da inteligência, até determinada idade, a inteligência concreta. Ela precisa do outro, ela precisa inclusive de educadores e educadoras que sejam capacitados para tanto, porque a educação não é só conteudista”, defendeu. 

“Para além disso, a educação e a escola são um dos principais instrumentos de proteção de direitos de crianças e adolescentes — de proteção de direitos. É a escola que, muitas vezes, detecta quando a criança está sendo vítima de violência, e ela responde por isso. Por isso, é um absurdo tentar apartar as crianças e desqualificar os educadores”, protestou a deputada. 

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