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Descaso do GDF com a saúde mental

20/2/2006
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Os problemas apurados durante os mais de dois anos de vistoria no hospital ainda persistem: precariedade na estrutura da ala de internação, a falta de medicamentos e de segurança do hospital, carência de profissionais e elevado número de demanda reprimida ? para conseguirem atendimento, os pacientes chegam, às vezes, a dormir até quatro noites em frente ao hospital e só conseguem atendimento em um prazo de seis meses.

A persistência destes problemas vem sendo interpretada por integrantes da rede de saúde mental como descaso por parte da Secretaria de Saúde do DF. ?Há quase um ano entregamos ao secretário de saúde um Plano Emergencial para Saúde Mental e, em visitas como estas, vemos que a situação só se agrava?, observou a deputada Erika Kokay, presidente da comissão.

Na opinião da deputada, uma das formas de aliviar o hospital, que vive dias de caos, seria a implementação de serviços substitutivos, como centros de apoio psicossociais em diversas localidades do Distrito Federal.

Ao invés disso, o que vem ocorrendo é a transferência de um serviço considerado essencial, o Hospital Dia, para o Instituto de Saúde Mental, no Riacho Fundo. ?Este serviço é importantíssimo para evitar que este hospital se transforme em um grande manicômio?, analisou a coordenadora do Programa de Luta Antimanicomial, Eva Faleiros.

Eva também defende a instalação de CAPs nas diversas regiões do DF e a implantação de unidades de psiquiatria em todos os hospitais do DF.

A falta de um diagnóstico ou de uma proposta que se baseie em dados qualitativos e quantitativos para a saúde mental foi uma das principais críticas levantadas por médicos psiquiatras do hospital. ?Este diagnóstico é que vai nos servir de instrumento para estabelecer metas e sabermos se a estamos atingindo?, apontou o médico Ricardo Lins.

A visita contou com a participação da presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, deputada Erika Kokay, do promotor da Promotoria de Saúde do DF (Pró-Sus), Jairo Bisol e de representantes do Movimento de Luta Antimanicomial do DF, dos Conselhos Regionais de Medicina, Psicologia e Enfermagem, da Vigilância Sanitária e da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

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