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Comissão apura caso de violência policial em Ceilândia

8/2/2006
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Com a suspeita de que sua residência estava servido de cativeiro para um seqüestro, policiais invadiram sua casa na madrugada do dia 02 de fevereiro e chegaram a atirar, colocando em risco a mãe, de 69 anos e dois sobrinhos, de seis e três anos.

Sem ser informado do que se tratava, o ex-funcionário foi levado à delegacia e humilhado por policiais. Chegou a passar um dia no Centro Integrado de Reabilitação (CIR), na Papuda.

A comissão investiga, agora, o procedimento da polícia. Sem tratar-se de flagrante ? a vítima seqüestrada estava em liberdade desde as 18h da véspera ? Erika Kokay disse entender tratar-se de uma operação abusiva. Para a deputada, antes da ação, a polícia deveria ter procedido a investigação e, se fosse o caso de indícios que apontassem o envolvimento do ex-funcionário do Caje, fazer a convocação do suspeito para depoimento.

Os casos de violência policial registram, na Comissão de Direitos Humanos, o primeiro lugar no rol das denúncias recebidas na Câmara. Ao todo, só no ano de 2005, foram registrados 38 casos de pessoas que sofreram por violência cometida por policiais militares, civis e agentes penitenciários ou por abuso de autoridade de agentes da segurança pública.

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