fbpx

notícias

Ato “contra a guerra e o império” abre 6º FSM

24/1/2006
A A

Em coletiva realizada neste domingo (22), no hotel onde estará instalado o principal centro de imprensa do evento, ativistas integrantes da equipe de organização do Fórum destacaram o tema como centro dos debates que devem ocorrer até domingo (29), quando terminam as mais de duas mil atividades previstas para acontecer ao longo da semana.

A militante Nalu Faria, da Marcha Mundial de Mulheres, e o cientista social venezuelano Edgardo Lander apresentaram também os números do evento.

Até agora, segundo o comitê de organização, mais de 50 mil pessoas estão inscritas para o 6º Fórum, representando 2.177 organizações da sociedade e de governos de todo o mundo. Para acompanhar o evento, credenciaram-se até o momento mais de três mil jornalistas, ainda segundo os dados do comitê.

A maior parte das atividades não é realizada pelo comitê, mas sim por entidades que, livremente, inscrevem suas propostas, sendo que a organização determina apenas o local de realização.

Entre as duas mil atividades, o Brasil, segundo a organização do Fórum, foi o país mais presente, com cerca de 500 diferentes eventos, entre debates, oficinas, encontros, palestras, mesas-redondas etc.
Em seguida, vem o anfitrião, a Venezuela, com cerca de 400 atividades. Logo em seguida, a Colômbia, com 200 atividades, e os Estados Unidos, com cerca de 100. Os outros cerca de 800 eventos incluem países da América Latina, como Argentina e México, além dos europeus, como Itália, França e Espanha.

“América unida para competir com os centros de poder”, defende vice venezuelano

Caracas (Venezuela) ? O vice-presidente da República Bolivariana da Venezuela, José Vicente Rangel, considera “importantíssima” a integração que se desenvolve com países como Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, além dos países andinos. “Somente fortalecendo uma América unida, livre e democrática é que se pode competir com os grandes centros de poder do mundo. Isso é a Alba, ao contrário da Alca”, disse Rangel em entrevista à Agência Brasil.

Ele referia-se às siglas da proposta norte-americana de Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e à proposta venezuelana de Alternativa Bolivariana para a América (Alba). Segundo Rangel, a integração é o centro da política internacional da Venezuela: “Antes a Venezuela olhava para o norte. Agora, estamos olhando para o sul. Para nós, não há política exterior que não seja uma política de integração. E estamos praticando, não é apenas retórica”.

Entre os projetos dessa fase “prática”, o vice-presidente citou o gasoduto que poderá ser construído passando por vários países, da Venezuela à Argentina, um banco de desenvolvimento latino-americano, em fase de análise, e o projeto de integração da Telesur, um canal de televisão sul-americano. Na entrevista, José Vicente Rangel respondeu as críticas da oposição, para quem a Venezuela investe dinheiro em projetos internacionais e faz pouco pelo próprio país.

“O que dizem os inimigos da integração é que estamos dando dinheiro de presente a outros países, ao invés de investir internamente. Não se trata de dar presentes: estamos submetendo a integração a uma ajuda racional, que se reverte em produtos desses países para a Venezuela”, defende Rangel.

Fontes: André Deak/ Agência Brasil/site do PT

compartilhe