Home  »  Sobre a Erika Kokay

A melhor do DF

Natural de Fortaleza, Ceará, Erika Jucá Kokay tem mais de 42 anos de militância política em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos direitos humanos e dos direitos das parcelas mais vulnerabilizadas e minorizadas da população brasileira. Sua atuação legislativa tem sido desenvolvida ao longo de quatro mandatos parlamentares pelo Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal – foram dois mandatos como deputada distrital e agora Erika está no segundo mandato como deputada federal.

Erika ingressou na vida política em 1976, em plena ditadura militar, quando ingressou no curso de Psicologia na Universidade de Brasília (UnB) e entrou para o movimento estudantil. Enquanto dirigente estudantil atuante na defesa firme das liberdades democráticas e da livre expressão, foi punida com a expulsão da universidade. Foi para São Paulo e ingressou na USP, em 1978, por vestibular.

Após a anistia, retornou à UnB por ação judicial e concluiu o curso de Psicologia em 1988. Participou ativamente das lutas pela anistia, pela redemocratização do país, pelo direito à vida, pelo fim da ditadura e pelas eleições diretas para presidente da República.

Em 1982, ingressou na Caixa Econômica Federal. Organizou, em 1985, a primeira greve dos funcionários da Caixa em 125 anos de existência da instituição. Na ocasião, a categoria conquistou a jornada de trabalho de seis horas diárias e o direito à sindicalização, passando a ser reconhecida como bancária.

A partir daí, Erika participou da liderança da categoria bancária, até ser eleita a primeira mulher presidenta do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, onde exerceu dois mandatos, de 1992 a 1998. Também presidiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Distrito Federal, de 2000 a 2002, quando foi eleita deputada distrital e reeleita em 2006.

Erika Kokay notabilizou-se pela luta contra violações de direitos humanos dos mais variados segmentos sociais, em defesa da mulher, da criança e do adolescente, na luta antimanicomial, em defesa da comunidade LGBT, dos negros, dos índios e a favor dos direitos humanos, enquanto direitos indivisíveis de toda a humanidade.

Exerceu com brilhantismo a luta contra a corrupção, os bingos, o abandono em que se encontrava a saúde, a utilização indevida do Banco Regional de Brasília e outras ações pela moralização do Distrito Federal. Na Câmara Legislativa do DF, presidiu as Comissões de Direitos Humanos, e a de Defesa dos Direitos do Consumidor. Foi por duas vezes, 2005 e 2009, líder da bancada do PT.

No pleito de 2010, foi eleita deputada federal com a quinta maior votação do DF, obtendo 72.651 votos. Em seu primeiro mandato na Câmara Federal, Erika Kokay foi premiada como a melhor deputada do Distrito Federal, figurando também entre os 12 primeiros parlamentares de todo o Brasil que mais se destacaram em 2011, de acordo com o Prêmio Congresso em Foco, numa votação feita por jornalistas que cobrem o Congresso e por internautas.

A sua atuação destacada na Comissão de Direitos Humanos e Minorias; na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em todo o Brasil, de 2012 a 2014; na Comissão Especial de Reforma Política; na Comissão Especial que trata da educação sem o uso de castigos corporais; na Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente, assim como na luta pela demarcação do Santuário dos Pajés, no bairro Noroeste, em Brasília, e várias outras ações em favor dos segmentos historicamente minorizados, evidenciaram a dimensão do mandato de Erika.

Reeleita em 2014 com a terceira maior votação do DF para a Câmara Federal, tendo recebido 92.558 votos ou 6,37% dos votos válidos, Erika Kokay realizou uma campanha marcada pelo debate de propostas concretas e viáveis para o Brasil e, percorrendo Brasília de ponta a ponta, tocou em temas que ainda são caros para a sociedade brasileira, a exemplo da urgente e necessária reforma política, a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e a manutenção de direitos já conquistados pelas trabalhadoras e trabalhadores deste país. Num processo eleitoral extremamente duro e cruel sob vários aspectos, enfrentou o poder econômico e o mercantilismo da política, além de inúmeras tentativas de intimidação ao trabalho desenvolvido pelo mandato em defesa do movimento LGBT; dos Trabalhadores Sem-Terra; dos Negros e Quilombolas; das Crianças e Adolescentes; e outros grupos minorizados.  

Atualmente, Erika é uma das vice-líderes do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal, titular da Comissão Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos.

Na atual legislatura (2015-2019), Erika foi eleita por três anos consecutivos uma das 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, de acordo com levantamento feito pelo Departamento de Assessoria Parlamentar (DIAP) do Congresso Nacional. Erika é considerada a melhor parlamentar do DF e está entre os dez melhores deputados do Brasil.

A parlamentar também tem sido uma das principais vozes do Congresso Nacional contra os retrocessos impostos pelo golpe que conduziu Michel Temer e sua trupe ao poder central do país. Erika tem feito oposição sistemática ao governo golpista de Temer. Votou, por duas vezes, para que Temer fosse investigado pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça, além de atuar na resistência contra a pauta restritiva de direitos emanada do Palácio do Planalto. 

Erika Kokay votou contra a retirada da Petrobrás do Pré-Sal e contra a EC 95 que impôs ao Brasil o congelamento dos gastos públicos por 20 anos. Lutou contra a terceirização irrestrita e a reforma trabalhista, que mexeu em mais de 100 artigos da CLT em desfavor dos trabalhadores e trabalhadoras.

Em conjunto com os sindicatos e movimentos sociais barrou a reforma da previdência (PEC 287) e tem evitado a entrega da Eletrobras ao capital internacional. Erika é símbolo de luta e resistência contra os duros golpes que o povo brasileiro tem vivenciado todos os dias desde que a democracia foi rompida em 2016.