Biografia

 

Erika Kokay – deputada federal (PT-DF)

 

Natural de Fortaleza, Ceará, Erika Jucá Kokay tem mais de 39 anos de militância política, em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos direitos humanos e dos direitos das parcelas mais vulnerabilizadas e minorizadas da população brasileira. Sua atuação legislativa tem sido desenvolvida ao longo de quatro mandatos parlamentares pelo Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal – foram dois mandatos como deputada distrital e agora Erika está no segundo mandato como deputada federal.

 

 

Em Brasília desde 1975, Erika ingressou na vida política em 1976, em plena ditadura militar, quando ingressou no curso de Psicologia na Universidade de Brasília (UnB) e entrou para o movimento estudantil. Enquanto dirigente estudantil atuante na defesa firme das liberdades democráticas e da livre expressão, foi punida com a expulsão da UnB. Foi para São Paulo e ingressou na USP, em 1978, por vestibular.

 

Após a anistia, retornou à UnB por ação judicial e concluiu o curso de Psicologia em 1988. Participou ativamente das lutas pela anistia, pela redemocratização do país, pelo direito à vida, pelo fim da ditadura e pelas eleições diretas para presidente da República.

 

Em 1982, ingressou na Caixa Econômica Federal. Organizou, em 1985, a primeira greve dos funcionários da Caixa em 125 anos de existência da instituição. Na ocasião, a categoria conquistou a jornada de trabalho de 6h/dia e o direito à sindicalização, passando a ser reconhecida como bancária. Erika participou da liderança da categoria bancária até ser eleita a primeira mulher presidenta do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, onde exerceu dois mandatos, de 1992 a 1998. Também presidiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Distrito Federal, de 2000 a 2002.

 

 

A atuação destacada como líder sindical levou Erika à Câmara Legislativa do Distrito Federal nas eleições 2002 – ela foi reeleita como deputada distrital em 2006. Erika Kokay notabilizou-se pela luta contra violações de direitos humanos dos mais variados segmentos sociais, em defesa da mulher, da criança e do adolescente, na luta antimanicomial, em defesa da comunidade LGBT, dos negros, dos índios e a favor dos direitos humanos, enquanto direitos indivisíveis de toda a humanidade.

 

Exerceu com brilhantismo a luta contra a corrupção, os bingos, o abandono em que se encontrava a saúde, a utilização indevida do Banco Regional de Brasília e outras ações pela moralização do Distrito Federal. Na Câmara Legislativa, presidiu as Comissões de Direitos Humanos, e a de Defesa dos Direitos do Consumidor. Foi por duas vezes, 2005 e 2009, líder da bancada do PT: na segunda liderança, teve atuação destacada na apuração das denúncias da Operação Caixa de Pandora, que resultou na renúncia do ex-governador do DF, José Roberto Arruda, e cassação de deputados distritais. 

 

 

No pleito de 2010, Erika Kokay foi eleita deputada federal com a quinta maior votação do DF (72.651 votos). Em seu primeiro mandato na Câmara Federal, Erika foi premiada como a melhor deputada do Distrito Federal, figurando também entre os 12 primeiros parlamentares de todo o Brasil que mais se destacaram em 2011, de acordo com o Prêmio Congresso em Foco, numa votação feita por jornalistas que cobrem o Congresso e por internautas.

 

A sua atuação destacada na Comissão de Direitos Humanos e Minorias; como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em todo o Brasil (2012/2014); na Comissão Especial de Reforma Política; na Comissão Especial que trata da educação sem o uso de castigos corporais; na Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente, assim como na luta pela demarcação do Santuário dos Pajés, no bairro Noroeste, em Brasília, e várias outras ações em favor dos segmentos historicamente minorizados, evidenciaram a dimensão do mandato de Erika.

 

 

 

Erika percorreu Brasília de ponta a ponta durante a campanha eleitoral de 2014, tocando em temas que ainda são caros para a sociedade brasileira, a exemplo da urgente e necessária reforma política, a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e a manutenção de direitos já conquistados pela classe trabalhadora deste país. Num processo eleitoral extremamente duro e cruel sob vários aspectos, enfrentou o poder econômico e o mercantilismo da política, além de inúmeras tentativas de intimidação ao trabalho desenvolvido pelo mandato em defesa do movimento LGBT; dos trabalhadores sem-terra; dos negros e quilombolas; das crianças e adolescentes; e outros grupos minorizados. Foi reeleita com a terceira maior votação do DF para a Câmara Federal (92.558 votou ou 6,37% dos votos válidos). 

 

Neste segundo mandato como federal, Erika tem o desafio de articular e mobilizar forças com parlamentares, movimentos social e sindicais para se contrapor aos ataques e retrocessos que ameaçam tomar de assalto o Congresso Nacional nesta legislatura, pois uma série de proposições que retiram conquistas históricas dos trabalhadores e dos segmentos minorizados de nossa sociedade estão na ordem do dia das bancadas religiosa fundamentalista, ruralista e repressiva encarceradora, chamadas pela deputada de Bancada BBB – Bíblia, Boi e Bala –, devido a sua atuação integrada e conservadora, abastecida pelo poder econômico.

 

Por isso, o segundo mandato de Erika Kokay na Câmara Federal é mais do que um espaço de diálogo. Tem sido uma verdadeira trincheira da sociedade, espaço concreto para a defesa de direitos. Com isso, Erika entregou simbolicamente a chave do seu mandato aos que carregam a coragem e a esperança para fazer a luta em defesa das liberdades individuais, dos direitos humanos, da democracia, da igualdade de gênero, enfim, aos que travam cotidianamente o bom combate em prol de um Brasil mais justo e igualitário para todas e todos os brasileiros.