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Erika Kokay reúne-se com diretor-geral da PF para tratar de violência política de gênero

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da bancada feminina do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal, reuniu-se nesta sexta-feira (18/12), com o diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, para discutir a violência política contra mulheres, trans e negras. A secretária nacional LGBT do Partido dos Trabalhadores, Janaína Oliveira, também esteve presente na reunião. 

A parlamentar solicitou medidas em caráter de urgência por parte da Polícia Federal em relação às investigações dos graves casos de violência política de gênero ocorridos no segundo semestre de 2020. 

“Estamos buscando uma resposta institucional para a violência política de gênero. Estamos falando de mulheres democraticamente eleitas que estão sofrendo injúrias racistas, sexistas e LGBTfóbicas, que estão sofrendo assédio sexual e até mesmo ameaças de morte. Essas ameaças são ameaças à própria democracia”, afirmou Kokay. 

Entre outros casos, a deputada citou o das vereadoras Ana Lúcia (Joinville/SC), Carol Dartora (Curitiba/PR), Duda Salabert (Belo Horizonte/MG) e da deputada estadual Adriana Accorsi (Goiânia/GO). Erika frisou a necessidade de proteção federal para essas parlamentares, tendo em vista a dificuldade de acesso à proteção por parte dos Estados. 

O diretor da PF manifestou preocupação com a violência política de gênero, interesse em acompanhar os casos e construir respostas com as demais polícias para solucionar o problema. 

Rolando citou a carência de efetivo da corporação e a competência da Polícia Federal nesses casos. “Temos apenas 10 mil policiais. A Argentina, por exemplo, tem 25 mil. A nossa competência é em relação a crimes de atentado contra a democracia por inconformismo político”, afirmou. 

A deputada Erika sugeriu a adoção das seguintes providências: 

- posicionamento institucional da PF frente a violência política de gênero;

- estabelecimento de medidas de proteção em caráter de urgência para as denunciantes;

- criação de um grupo interministerial para acolhimento das denúncias de violência política de gênero e violência institucional;

- criação de uma estrutura no âmbito da PF para concentrar informações estaduais e coordenar em todo o país o combate à crimes contra a mulher.