Noticias

Ato Ecumênico em Brasília presta homenagem às mais de 57 mil vítimas fatais da Covid-19 no Brasil

 

O gramado em frente ao Congresso Nacional em Brasília amanheceu, neste domingo (28), com mil cruzes simbolizando as mais de 57 mil vítimas (57.149) fatais da pandemia da Covid-19 no Brasil até o momento, segundo dados do consórcio de veículos da imprensa colhidos junto às Secretarias Estaduais de Saúde. A ação é parte do movimento mundial ‘StopBolsonaroMundial’, iniciativa que começou com brasileiros no exterior e que, neste domingo, realiza atos contra a política genocida de Bolsonaro no combate à pandemia em pelo menos 70 cidades, de 24 países do mundo.

O ato em Brasília foi organizado pelo Coletivo Resistência e Ação – formado por integrantes de partidos de esquerda, incluindo o PT – e teve como objetivo prestar uma homenagem às vítimas da pandemia do novo coronavírus no País, mas também criticar as medidas anticiência e protestar contra o descaso do presidente Bolsonaro e de seu governo no combate ao vírus.

Em entrevista ao Portal Metrópoles, a deputada Erika Kokay (PT-DF), que participou da cerimônia, disse que essa é uma justa homenagem a todos os brasileiros que partiram por conta da Covid-19. “É fundamental a gente prestar as nossas homenagem às pessoas que estão sendo vítimas de tanta negligência do próprio Estado e que têm sido vítimas dessa crise sanitária. Então, em primeiro lugar, é uma homenagem: todo mundo que parte é o amor de alguém”, afirmou a parlamentar.

Foto: Reprodução Facebook Deputada Erika Kokay

 

Diante das mil cruzes, várias ornadas com flores, também foi realizada a Cerimônia do Encantamento, Ato Ecumênico que contou com a presença de representantes das religiões Católica, Anglicana, Evangélicas, Espíritas, de Matriz Africana e indígenas da etnia Xavante. Durante a cerimônia foram entoadas músicas e lido um poema de Pedro Tierra, especialmente escrito para a ocasião. Além de líderes religiosos, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), também discursou no ato.Grito de repúdio

Segundo o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Gilberto Carvalho – que também participou do ato ecumênico – além de uma homenagem aos mortos pela Covid-19, a cerimônia também foi um grito de repúdio contra a irresponsabilidade de Bolsonaro no combate à pandemia no Brasil.

“Esse ato foi uma homenagem às vítimas da Covid-19 no Brasil e de solidariedade às famílias que perderam seu entes queridos, lembrando que a maioria deles sequer pode velar seus familiares mortos. Porém, esse ato também foi um alerta para o Brasil e o mundo, um grito de repúdio para que Bolsonaro pare com essa política irresponsável de negar a gravidade da pandemia. Para que isso ocorra, sabemos que é preciso afastá-lo da Presidência da República. Logo, esse ato também é pelo Fora, Bolsonaro”, defendeu.Pelo Twitter, vários parlamentares apoiaram o Ato. Entre eles, os líderes da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), no Congresso, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Helder Salomão (PT-ES), e os deputados petistas Alencar Santana Braga (SP)Alexandre Padilha (SP)Benedita da Silva (RJ)Henrique Fontana (RS)Paulo Pimenta (RS)Pedro Uczai (SC) e Rubens Otoni (GO).