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Moro e justiceiros da Lava Jato dão tiro pé

Líderes de diferentes partidos políticos com representação no Congresso Nacional esqueceram as colorações partidárias e matizes ideológicas e foram à tribuna da Câmara para criticar a decisão da juíza Carolina Lebbos, substituta de Sérgio Moro e responsável pela execução penal do ex-presidente Lula, de transferi-lo para um presídio comum em São Paulo.

 

O próprio presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), provocado pelo líder da Bancada do PT, Paulo Pimenta (PT-RS) se colocou à disposição “para que o direito do senhor ex-presidente seja garantido”. Maia articulou um encontro da Bancada do PT e de parlamentares de outros 10 partidos com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na tarde desta quarta-feira (07/08).

 

Em um levante histórico, cerca de 70 parlamentares deixaram a discussão da reforma da previdência para se dirigir ao Supremo para manifestar indignação com o ato de crueldade contra Lula. A reunião suprapartidária no STF em defesa do Estado Democrático de Direito e contra a perseguição ao ex-presidente Lula surtiu efeito. O tema foi pautado e o plenário da Suprema Corte derrubou a transferência do ex-presidente Lula para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) esteve no Supremo e comentou o levante histórico dos parlamentares.

“Se o parlamento se cala frente à arbitrariedade e a destruição do Estado Democrático, ele se torna cúmplice. Hoje o parlamento respondeu à altura na defesa da democracia, na defesa de que os processos sejam pautados pela Lei. O que nós estamos vendo que houve uma articulação para prender Lula e uma intenção de colocar em risco a sua integridade física e mesmo a sua vida”, disse a parlamentar.

“A tentativa de transferência é uma clara retaliação de Moro e os justiceiros da Lava Jato às denúncias que têm sido feitas pelo Intercept Brasil. Estamos falando de uma violação das liberdades democráticas e do direito do ex-presidente Lula de ter, sim, um tratamento como chefe ex-presidente e ex-chefe de Estado-Maior”, completou a parlamentar.

Veja como posicionaram-se parlamentares da direita e do centrão sobre o tema: