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Câmara aprova texto base de PL que permite 100% de capital estrangeiro nas empresas aéreas; PT votou contra

Em mais uma ação entreguista da soberania nacional, a base do governo Bolsonaro aprovou em plenário nesta quarta-feira (20) o texto principal do projeto de lei (PL 2724/15), que permite ao capital estrangeiro controlar empresas aéreas com sede no País. O projeto também reformula dispositivos da Política Nacional do Turismo. Ao encaminhar o voto contrário da Bancada do PT, a deputada Erika Kokay (DF), disse que o projeto aprovado está em sintonia com o pacote de concessões feitas nesta semana por Bolsonaro aos Estados Unidos. “É vassalagem pura, entrega tudo sem nenhuma contrapartida”, lamentou.

A deputada argumentou que os Estados Unidos só permitem 25% de capital internacional; que na Europa permitem no máximo 49%. “Mas lamentavelmente com este projeto estão doando as empresas brasileiras, que empregam no Brasil, que contratam no Brasil. Isso é muita vassalagem”, reforçou.

Erika rebateu os argumentos da base do governo de que a abertura do capital para as empresas estrangeiras vai baratear as passagens e gerar emprego no País. “Acreditar que entregar as nossas empresas para o capital internacional vai baixar o preço da passagem é leviandade ou pura ingenuidade, porque isso não aconteceu em lugar nenhum do mundo. Por isso, a comunidade europeia assegura pelo menos 49% nos países de origem, os Estados Unidos, 75%, os países da Ásia, quase 100%” argumentou.

A deputada relembrou que o Brasil, durante o governo Lula, tinha as passagens mais baratas. “Mas isso incomodava a elite que não queria dividir os aviões com a população de baixa renda”, frisou. Ela disse ainda que enquanto houver quase 13 milhões de desempregados e quase 5 milhões de desalentados no Brasil, não haverá renda, não haverá taxa de ocupação das empresas, dos voos, e, então, “eles vão compensar a baixa taxa de ocupação com o aumento das passagens”, alertou.

Fonte: PT na Câmara