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Erika Kokay manifesta apoio à greve dos eletricitários contra privatização da Eletrobras

 

Nota de apoio à Greve dos Eletricitários

 

Saúdo o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) pela louvável iniciativa de promover uma greve de 72 horas em defesa da soberania energética nacional entre os próximos dias 11 e 13 de junho, quando mais de 24 mil trabalhadores e trabalhadoras do sistema Eletrobras irão cruzar os braços para denunciar as tentativas de privatização do governo ilegítimo de Temer, se contrapor ao aumento das tarifas de energia e exigir a saída do atual presidente da estatal, Wilson Pinto.

 

Não tenho dúvidas de que a greve será um importante instrumento de diálogo com a sociedade brasileira, um momento oportuno para que a categoria possa ampliar o debate público acerca dos prejuízos que a privatização do sistema Eletrobras trará ao País e ao povo.

 

Não estamos falando apenas do crime de lesa-pátria que é entregar um patrimônio de mais de R$ 400 bilhões por cerca e R$ 12 bilhões a empresas estrangeiras, principalmente, chinesas, para cobrir um rombo fiscal recorde de um governo que está cortando políticas públicas essenciais e vendendo o patrimônio do povo brasileiro para aplacar a fome do “deus mercado”.

 

Estamos falando da perda da soberania nacional sob o setor de energia, insumo estratégico para o desenvolvimento econômico e social. Estamos falando da entrega de reservatórios e linhas de transmissão, que implicarão no controle estrangeiro de nosso território, matas ciliares e vazão dos nossos rios.

 

Tenho convicção: é o combate aguerrido e destemido dos eletricitários que tem preservado a Eletrobras pública e afastado qualquer tentativa ilegítima de privatizá-la.

 

Sou testemunha da luta hercúlea que temos travado ombro a ombro no Congresso Nacional para barrar todas as propostas legislativas que objetivam privatizar a estatal e suas distribuidoras.

 

Não tenho dúvidas de que o engajamento e a participação da categoria foram cruciais para conquistarmos a primeira grande vitória: a derrota da Medida Provisória 814/2017, que perdeu a validade por força da mobilização de vocês.

 

Aliás, foi a pressão permanente em todo o processo de discussão que fez o apoio à privatização derreter no Congresso Nacional. A base de Temer sumiu e está envergonhada de defender tamanha violência contra o Brasil.

 

Por fim, reafirmo que a soberania energética só se constrói com a Eletrobras pública e planejamento público. Afinal, programas de universalização do acesso como o Luz Para Todos, que levou energia para mais de 15 milhões de brasileiros e brasileiras, jamais seriam realizados dentro da lógica privatista do mercado e do lucro.

 

É por acreditar que energia e água são direitos humanos fundamentais que defendo e apoio a greve dos Eletricitários, fundamental para que a Eletrobras continue pública e do povo brasileiro!

 

Venceremos!

 

*Erika Kokay - Deputada Federal pelo PT-DF e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro