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“O povo brasileiro vai construir os caminhos para que Lula volte a ser presidente da República”, diz Erika Kokay

A deputada federal Erika Kokay, presidenta do Partidos dos Trabalhadores do Distrito Federal comentou, nesta quarta-feira (4/4), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou por 6 votos a 5 o habeas corpus de Lula e permitiu a prisão do ex-presidente.

Para Kokay, a decisão do Supremo é uma crônica da morte da Justiça anunciada e o nascedouro de um arbítrio sem limites.

“Nós sabíamos da intenção deles e como se articularam por meio da grande imprensa, de representantes do próprio Supremo, inclusive, a partir de ameaças explícitas de intervenção militar. É gravíssima a ameaça de intervenção militar, caso Lula não fosse preso”, afirmou a parlamentar. “O que nós assistimos, hoje, foi uma sinfonia macabra, uma urdidura que é simbólica dos períodos sombrios que estamos vivenciando no Brasil”, completou.

Segundo a deputada, ainda que os golpistas possam se utilizar de todos os artifícios, que tenham ao seu dispor os meios de comunicação e o financiamento de empresas, eles não têm a simpatia do povo. “Quem tem o carinho, o respeito e a admiração do povo brasileiro é Luís Inácio Lula da Silva”, afirmou, ao lembrar que o ex-presidente lidera todas as pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial de outubro deste ano. 

Erika acredita que a prisão de Lula é mais um capítulo do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff num impeachment fraudulento e sem crime de responsabilidade.

“Estamos diante de um golpe que não fica ensimesmado. Ele vai esgarçando o tecido dos direitos. Já roubou nossa carteira de trabalho, rouba nossa comida, entrega nossas riquezas para os estrangeiros, ameaça nossa soberania nacional e popular e busca roubar nossa dignidade. Não vai conseguir. Esse povo brasileiro, filho de Zumbi dos Palmares e de Dandara, responderá e nós vamos mostrar nossa capacidade de resistência e resiliência diante do arbítrio”, diz a deputada, ao demonstrar otimismo e esperança.

“Não vamos permitir que a ditadura se reinstale. Não vamos nos calar diante de mais um golpe, de um regime de exceção. Tenho convicção de que o povo brasileiro vai reagir, resistir e construir os caminhos para que Lula possa voltar a ser presidente da República”, finalizou.