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Erika Kokay critica despreparo do GDF para tratar de violências contra mulheres e LGBTs no carnaval

 

Em nota, divulgada nesta terça-feira (6/2), a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, critica a ausência de ações integradas por parte do governo de Rodrigo Rollemberg para lidar com situações de violência de gênero e LGBTfóbicas durante o carnaval de Brasília. 

 

“Relatos de assédio sexual e de violência LGBTfóbica no pré-carnaval da cidade são motivos de preocupação”, afirma a parlamentar. 

 

Erika defende que instituições de proteção aos direitos humanos façam plantão nas ruas durante as festividades para garantir a segurança e a liberdade dos foliões. 

 

“Diferente de outras unidades da federação - que têm plantões das instituições de proteção de direitos nas ruas, campanhas de conscientização contra o assédio sexual e a violência LGBTfóbica, além de estratégias de prevenção às DSTs/HIV e AIDS  - o Governo do Distrito Federal tem feito uma divulgação tímida de conscientização dos foliões e dos instrumentos de denúncia dos casos de assédio sexual e violência LGBTfóbica”, diz Kokay. 

 

A deputada enviará ofício ao GDF cobrando a presença de equipes especializadas e responsáveis pela rede de proteção estarem nas ruas durante o carnaval. “É imprescindível uma ação integrada de governo para a proteção dos direitos humanos de populações que têm seus direitos historicamente violados”, conclui. 

 

Confira a íntegra da nota 

 

Por um carnaval de paz e respeito

 

*Erika Kokay

 

Os inúmeros relatos de assédio sexual e de violência LGBTfóbica no pré-carnaval de Brasília, demonstram que o governo de Rodrigo Rollemberg não se preparou de forma adequada para impedir a violação de direitos durante a folia na capital federal. 

 

A alegria e a irreverência não foram e não serão as únicas a sair às ruas para curtir as festividades, infelizmente. Evento de massas, o carnaval se constitui a partir da descontração e da subversão de amarras sociais e culturais, o que acaba por dar vazão, também, a expressões de ódio e de preconceito em uma sociedade profundamente marcada pelo sexismo, machismo, racismo e LGBTfobia. 

 

Para que mulheres e LGBTs tenham o direito assegurado de brincar o carnaval com liberdade e segurança, é fundamental que o GDF esteja organizado de forma multisetorial para lidar com as inúmeras situações de violência, uma vez que é papel do Estado garantir uma festa plural, diversa e democrática. 

 

Diferente de outras unidades da federação - que têm plantões das instituições de proteção de direitos nas ruas, campanhas de conscientização contra o assédio sexual e a violência LGBTfóbica, além de estratégias de prevenção às DSTs/HIV e AIDS  - o Governo do Distrito Federal tem feito uma divulgação tímida de conscientização dos foliões e dos instrumento de denúncia, o que dificulta o acesso à proteção e aos direitos por parte dos cidadãos e cidadãs brincantes do carnaval. 

 

Diante da irresponsabilidade e inoperância do governo Rollemberg, vamos exigir que o GDF coloque nas ruas as forças de segurança, mas também os órgãos e instrumentos de proteção aos direitos humanos. 

 

Vamos encaminhar ofício ao GDF destacando a importância de equipes especializadas e responsáveis pela rede de proteção estarem de plantão durante todo o carnaval. É urgente e necessário que o governo massifique a divulgação de ferramentas como o Disque 100 (Serviço de Utilidade Pública para os Direitos Humanos) e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). É imprescindível uma ação integrada de governo para a proteção dos direitos humanos de populações que têm seus direitos historicamente violados. 

 

Erika Kokay

Deputada Federal

Vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal

Brasília, 06 de fevereiro de 2018