Home  »  Destaques  »  Movimentos populares protagonizaram 26 dias de greve de fome por justiça
ago 26, 2018

Sete integrantes de movimentos populares do campo e da cidade deflagraram uma Greve de Fome por Justiça no STF, dia 31 de julho, aqui em Brasília/DF. A manifestação do grupo denuncia, além da parcialidade no Supremo Tribunal Federal, a volta da fome e o abandono dos mais pobres, o aumento da violência que ataca mulheres, jovens, negros e LGBTI+, a deterioração da saúde pública, os desmontes das conquistas dos trabalhadores.

Durante 26 dias, Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, membro da Central de Movimentos Populares (CMP), Rafaela da Silva Alves, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Frei Sérgio Görgen, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Leonardo Soares, o Alagoas, do Levante Popular da Juventude, Vilmar Pacífico, Jaime Amorim e Zonalia Neres dos Santos Ferreira, todos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), estiveram sem se alimentar, sob cuidados de uma equipe médica de voluntários representada por Ronald Wollf.

A deputada federal e presidenta do PT-DF Erika Kokay fez questão de prestar apoio e solidariedade ao grupo em diversos atos tanto na Praça dos Três Poderes quando no Centro Cultural de Brasília, onde sempre falou da importância e do desprendimento dos grevistas de fome. “Temos aqui companheiros e companheiras que representam movimentos sociais, mas também representam o povo brasileiro. Companheiros e companheiras que se negam a se alimentar de pão para que todos possam ter o pão”, afirma.

Mesmo após o final da greve de fome, a luta segue com protestos e a militância pela eleição de Lula para presidente. “Enquanto um militante do Movimento Popular, enquanto um sujeito que nessa sociedade que vivemos descomprometida com a luta da classe trabalhadora, eu trouxe comigo um dever. A greve de fome foi só mais uma frente da luta na classe trabalhadora”, afirmou Gegê.

Foro: Karina Zambrana