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ago 25, 2018

A deputada federal Erika Kokay, autora da emenda parlamentar que possibilitou o mapeamento dos terreiros do Distrito Federal, tem realizado visitas a vários espaços dos povos tradicionais de matriz africana para conhecer a realidade dessas casas na cidade.

O mapeamento foi realizado por meio de uma parceria entre a Universidade de Brasília (UNB) e a Fundação Cultural Palmares. “Os povos tradicionais de matriz africana têm toda uma forma de ser, não é só a religião, é a cultura, é um conjunto de características. É preciso identificar esses espaços de resistência e resiliência e criar uma rede de proteção”, afirmou Erika Kokay.

Durante a conversa com os integrantes do Ilê Ode Axé Opo Inle, em Planaltina, a deputada lembrou do recente julgamento no STF sobre sacrifícios de animais em rituais religiosos. “Temos falado com todos os ministros do Supremo, explicado que tudo é aproveitado. Parte alimenta o chão, parte alimenta as pessoas. O abate religioso não pode ser criminalizado”, disse a parlamentar.

Pai Aurélio de Odé, liderança espiritual do terreiro, lembrou que eles já estiveram sediados em outro local, mas sofreram com uma tentativa de incêndio motivada por intolerância religiosa e decidiram pela mudança para Planaltina. “Era um vizinho que chegou a colocar fogo no terreiro há alguns anos”, explicou.

De acordo com Erika Kokay existe nas casas dos povos tradicionais de matriz africana além de um espaço de segurança alimentar e de saúde, um local de preservação da natureza e também de geração de renda. “É preciso realizar a capacitação para que integrantes desses terreiros possam produzir, por exemplo, um bordado Richelieu”.

Erika finalizou o encontro afirmando que todas as expressões religiosas merecem respeito. “Ninguém é descriminado dentro de um terreiro, todos são filhos do sagrado”.

Foto: Karina Zambrana